A ineficiência ambiental de Haddad


Líderes mundiais estão reunidos em Paris discutindo como evitar o colapso do meio ambiente diante das mudanças climáticas.

A mensagem da COP 21 é que precisamos nos unir para adotar medidas sustentáveis para limitar e reverter o aquecimento global. Mais do que nunca, devemos agir em nossas comunidades, pensando de maneira sintonizada com as necessidades mundiais. Eu tenho certeza que vocês paulistanos mais preocupados com o mundo que vamos deixar para os nossos filhos estão fazendo a sua parte. Mas a gestão do prefeito Fernando Haddad é ineficiente na questão ambiental. São muitos os maus exemplos que não devem ser seguidos.

Primeiro, ele deixou de lado a Lei Municipal de Política de Mudança do Clima, que determina, entre outras coisas, que todos os ônibus do sistema de transporte público utilizem até 2018 combustíveis não fóssil. Hoje, apenas cerca 5% dos 15 mil veículos da frota paulistana já estão adaptados. Nesse ritmo, a meta não será cumprida. E, para piorar, o prefeito desperdiça a licitação dos ônibus, que seria uma grande oportunidade para avançar nessa meta. Haddad acabou com a inspeção veicular. A atual administração parou completamente a implantação de parques na cidade. Para piorar, estimulou a invasão de um deles, o da Palestina. E autorizou construção de moradias no Parque dos Búfalos, área com 900 mil metros às margens da represa Billings. Há um descuido inaceitável com os viveiros municipais. E o programa Córrego Limpo, que vinha sendo realizado em conjunto com a Sabesp, foi paralisado.

Haddad transformou a Secretaria do Verde em moeda de troca política. Por lá passaram quatro secretários em três anos de administração. O prefeito poderia fazer muito mais. Poderia, por exemplo, capturar o metano dos aterros, transformando em energia ou biogás para ônibus; aumentar a coleta seletiva e a reciclagem; obrigar a cogeração de energia, sobretudo em shoppings, hotéis e condomínios comerciais, reduzindo a dependência dos geradores a diesel. Mas ele prefere se omitir e deixar que os problemas recaiam sobre as cabeças dos paulistanos

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 06/12/2015

Artigo-diario-0612