A prefeitura e suas creches virtuais


A atual gestão da Prefeitura de São Paulo é catastrófica. Dificílimo encontrar um destaque positivo.

Os retrocessos acumulados nesses mais de três anos são gigantescos. Mas o maior de todos os desastres é a educação infantil. Pais e mães vivem sem perspectiva de melhoria nas creches e nas escolinhas municipais.

Durante a campanha, o prefeito Fernando Haddad prometeu abrir 150 mil vagas em creche. Sabendo que seria impossível cumprir, depois que venceu, baixou o objetivo para 110 mil. Mas até isso já foi abandonado. O fato é que com pouco mais de seis meses para o fim do governo ele criou pouco mais de 61 mil vagas.

A bagunça é tanta que Haddad propôs as mais diversas alternativas para atingir a meta. Até agora, é bom enfatizar, todas foram descartadas e outras foram “recicladas”, como é o caso da construção de creches por empresas, proposta duas vezes e não levada adiante. Até construção de creches como contrapartida para os times de futebol da capital ele propôs. Ninguém pode acusar o prefeito de falta de criatividade, não é mesmo?

Pior é tudo é que ele não reconhece sua baixa performance na educação infantil. Em nenhum momento culpou erros de sua administração ou a sua ambição fantasiosa e irreal com as metas.

Colocou “culpa” na não aprovação do aumento do IPTU. Como o aumento do IPTU foi previsto para entrar em vigência no ano de 2014, o baixíssimo aumento de matrículas de 2013 mostra que o que há é um problema de gestão, não de falta de recursos.

A Prefeitura também “culpou” a falta de recursos prometidos pelo governo federal para não ter gerado novas vagas em creches. Mas a realidade é que Haddad só conseguiu licitar uma unidade até junho do ano passado. Ou seja, mesmo que o governo federal desejasse, não poderia repassar recursos já previamente aprovados.

Prefeito, não adianta culpar A, B ou C. A incompetência é de sua administração. Não adianta lavar as mãos. A responsabilidade desastre da educação infantil é da atual gestão da Prefeitura de São Paulo.