A São Paulo agradável que todos queremos


São Paulo poderia ser uma cidade muito mais agradável aos paulistanos, menos caótica e desordenada.

Com melhor planejamento e racionalidade, a administração municipal não agiria à base de espasmos, sem avaliar direito as consequências de suas medidas.

Propostas para tornar nosso ambiente mais harmonioso em prol do cidadão se perdem em picuinhas e má implementação. É o caso do projeto aprovado pela Câmara sobre comida de rua, do qual fui um dos autores. É uma excelente ideia que, se colocada em prática, iria melhorar a qualidade da comida vendida nas ruas e estimular o empreendedorismo, gerando emprego e renda para os paulistanos.

Preocupado com o êxito da medida,  vou resgatar a ideia original de garantir que os donos dos mais charmosos e elegantes food trucks aos das mais simples barraquinhas participem da decisão dos locais mais apropriados de instalação de seus negócios. Esse não deve ser um veredicto unilateral das subprefeituras. Deve ser algo debatido em busca do sucesso de todos. Assim, daremos fôlego aos empreendedores decolarem e não ficarem presos às imposições burocráticas, que hoje são as maiores responsáveis pelo baixíssimo número de licenças concedidas. É a própria administração pública que estimula a informalidade e joga o empreendedor na rua esburacada da amargura.

Outro caso que mostra como poderíamos desfrutar de uma cidade bem menos caótica é  a conservação das nossas calçadas, que estão em situação lamentável. Quando fui secretário municipal das Subprefeituras, criamos o plano emergencial de calçadas, que definia determinadas áreas onde a prefeitura era responsável pelas calçadas. Mais um caso de uma medida de sucesso que foi jogado na lata do lixo pela atual administração.

Tenho um projeto que torna a  Prefeitura responsável por manter e conservar todos os 35 mil quilômetros de passeios da capital, já aprovado em primeira discussão na Câmara. Dessa forma, vamos estimular o transporte a pé, com mais segurança, especialmente dos idosos e pessoas com deficiência. Espero que o prefeito não o vete.

É com decisões simples, mas bem planejadas, que vamos transformar São Paulo em uma cidade mais harmoniosa, prazeirosa e vanguardista como todos nós queremos.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo de 11/10/2015

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