Andrea Matarazzo mobiliza frente paulistana contra drogas, álcool e problemas mentais


Entre as prioridades da Frente Parlamentar está a proposição de soluções para tratar estes problemas da cidade; vereador pretende envolver médicos especialistas nas áreas de dependência química, alcoolismo e problemas mentais. 

O vereador Andrea Matarazzo (PSBD) propõe uma presença mais efetiva da Câmara Municipal no combate às drogas, ao álcool e problemas mentais na capital. Segundo mais votado nas últimas eleições de São Paulo, Matarazzo protocolou nesta quinta-feira (31) a criação da Frente Parlamentar de Saúde Mental e Combate à Dependência Química. Com o objetivo principal de discutir e propor soluções para estes que ele considera grandes flagelos da cidade, Matarazzo convidou, para compor o grupo, os vereadores Paulo Frange e Rubens Calvo, ambos médicos. A frente pretende também chamar profissionais que são referências em suas áreas, como Valentim Gentil, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, e Ronaldo Laranjeira, da Unifesp e representantes de áreas como psicologia, serviço social e entes governamentais.
“É uma maneira de unirmos esforços nestes que são grandes flagelos de nossa cidade. Estamos reagindo ao drama de uma imensa população”, afirma o vereador, que vem reunindo estudos de credibilidade para provar como o Brasil e São Paulo estão perdendo a guerra do crack, da cocaína e do álcool. O país já é o segundo maior mercado consumidor de cocaína no mundo em termos de número absoluto de usuários – 2% da população adulta e de jovens, de acordo com o Segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas sobre o Uso de Cocaína e Crack no Brasil (II LENAD).
Baseado nas conclusões de estudo conduzido pela UNIFESP e IPSOS e em levantamentos da Organização Mundial de Saúde e de outras instituições, Matarazzo alerta para as consequências trágicas das drogas e sua relação com a saúde mental, especialmente para quem vive nas ruas. Segundo a literatura médica, cerca de 70% da população de rua sofre algum transtorno mental ou tem dependência química. Ainda, de acordo com o estudo “Mental Disorders in Megacities: Findings from the São Paulo Megacity Mental Health Survey, Brazil”, de fevereiro de 2012 (disponível no site www.plosone.org), a população dos grandes centros urbanos está mais vulnerável a transtornos mentais. O trabalho conclui que aproximadamente 10% da população da Região Metropolitana de São Paulo sofrem de algum tipo de transtorno mental severo.
A Frente será um espaço de interlocução permanente entre parlamentares e a sociedade civil, com o intuito de propor e compartilhar pesquisas, legislação pertinente ao tema e monitorar experiências desenvolvidas. Estará aberta à participação das entidades organizadas, universidades, especialistas, religiosos e demais interessados no tema, especialmente estudantes. A ideia é que se construam em parceria propostas viáveis para dar amparo social e ambulatorial aos doentes mentais e dependentes de álcool e drogas. E para desenvolver ações voltadas à prevenção e redução do consumo e comércio de substâncias ilícitas.
“É preciso parar com a hipocrisia e de politizar o a tragédia alheia. Precisamos elevar o nível da discussão sobre as drogas e inovar nas políticas públicas capazes de prevenir a dependência química, acolher e tratar os usuários com base em estudos de credibilidade, e não em opiniões pessoais”, diz Andrea Matarazzo.