Cenas de vandalismo explícito


Para a reunião da Expo 2020, que será decidida apenas em novembro, o Prefeito Haddad poderia ter mandado a vice-prefeita ou representante neste momento que nossa cidade vive um caos em função de grupelhos de baderneiros, entre eles a juventude do PT ! 

Como na época das chuvas, nesse caso também o Prefeito prefere ficar distante da cidade. 

Há dias São Paulo tem sido palco de cenas de vandalismo assistidas por todo o Brasil. Em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus, trens e metrô, consequência da inflação do período, manifestantes interditaram as principais vias da cidade, como a 23 de Maio, Nove de Julho, Paulista, Consolação, Parque Dom Pedro, Largo da Batata, Faria Lima e até a Marginal Pinheiros na hora do rush, causando mais de 230 quilômetros de lentidão no trânsito.

Foram atos de barbárie, com destruição de estações do metrô, ônibus queimados, agência bancárias depredadas, lixeiras e orelhões quebrados, pichações, danos a um shopping Center e ao Masp. Com medo, comerciantes fecharam as portas de suas lojas. Uma das avenidas mais importantes da cidade, a Paulista conta com vários hospitais, comércio e intenso fluxo de pedestres. Por isso, qualquer manifestação naquele local traz transtornos a todos os paulistanos. O clima foi de guerra.

Os atos de violência fizeram ainda empresas dispensarem funcionários, bancos fecharem e uma escola a convocar os pais a buscarem seus filhos antes do encerramento das aulas. Os prejuízos foram enormes para todos, especialmente para a população.

Composto por membros do PT, PSTU, PSOL, PCO e estudantes, o Movimento Passe Livre, que organizou a série de manifestações, é o mesmo que foi apoiado pelo PT em 2011. Petistas graúdos chegaram a participar do mesmo tipo de protesto dois anos atrás.

Com esses tumultos, o prefeito Fernando Haddad sentiu na pele o que o PT sempre fez com os governos de outros partidos políticos. Os petistas experimentam, agora, o seu próprio veneno.

O pano de fundo de toda essa série de protestos é a inflação. Descontentamento com a alta dos preços é compreensível. Afinal, a inflação dos últimos 12 meses chegou a 6,59%. Isso dá para entender. Mas vandalismo não. É lamentável.

Artigo publicado no jornal Diário de S.Paulo 13/06