Como resolver o problema das creches


O atendimento em creches e escolas é o maior problema da cidade para 8% dos moradores de São Paulo, segundo pesquisa do Datafolha.

 

O índice cresce entre as mulheres e vai a 11% entre as pessoas de 25 a 34 anos —faixa na qual se encontra a maior parte dos pais e mães de usuários de creche e pré-escola.

A insatisfação é causada pelo péssimo desempenho da gestão Haddad na educação infantil. É um problema concreto, que afeta a vida de todas as famílias, principalmente as que não têm condições de pagar escolas privadas.

O prefeito bem que tenta maquiar a realidade, mas os dados são claros: há um déficit de 187 mil vagas de creches. O problema é ainda mais sério nas periferias das zonas sul e leste, em bairros como Capão Redondo e Itaim Paulista. Nesses locais, para uma mãe conseguir uma vaga, só se apelar à Justiça.

A Prefeitura afirma em suas páginas oficiais ter criado 30 300 vagas. Para isso, usa prédios que estão em construção e convênios que ainda não funcionam. O número real, incontestável, é de apenas 13.900 vagas.

É um problema que atinge as mulheres que tentam entrar no mercado ou voltar ao trabalho após terem filho. Não existe creche para todas as crianças e não se tem um plano para que as unidades possam atender mães que trabalham à noite ou aos finais de semana. Sem alternativa, as famílias apelam para creches particulares ou a cuidadoras sem treinamento. As matrículas na rede pública municipal estão caindo.

Para resolver esses problemas, apresentei um projeto que autoriza a Prefeitura a construir ou autorizar o funcionamento a creches instaladas em prédios que sejam adequados aos critérios exigidos pelas secretarias de Educação, Saúde e por órgãos de segurança, mesmo que estejam em áreas irregulares ou não tenham licença de funcionamento. Exceção feita a áreas verdes.

Para as mães que trabalham à noite, sugiro que se aproveitem as mesmas entidades conveniadas com a Prefeitura e estendam esses convênios por mais um turno, apenas reforçando a segurança.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 15 de março de 2015.

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