Competência e seriedade


O Brasil atravessa uma grave crise política e econômica, que tem como uma de suas principais consequências a fuga de investidores, o aumento do desemprego e a queda na renda do trabalhador.

A maioria dos governantes prefere reclamar de Brasília e de seus escândalos enquanto espera o pior passar. Uma minoria resolve arregaçar as mangas e sair em busca de alternativas para reduzir o impacto dos problemas nacionais nos cofres dos seus Estados.

Foi o que fez na semana passada o governador Geraldo Alckmin. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fez uma palestra em Nova York para 376 empresários e executivos, mostrando oportunidades de investimento em São Paulo.

Não eram nem oito da manhã da última quarta-feira e Geraldo já dava uma aula sobre o Estado e sua economia. Ele fez um diagnóstico preciso do momento em que o país vive e da necessidade de um ajuste severo na economia. Mas não o ajuste que vem sendo feito pelo governo de Dilma Rousseff, no qual “90% só sacrifício da população, feito com base em aumento de impostos e corte de benefícios”. O que o país precisa é que o governo gaste menos e melhor, combata a corrupção e invista em infraestrutura para incentivar a produção.

Em um momento em que a esperança é mercadoria rara, Geraldo se mostrou um otimista, ao dizer que o Brasil vai superar a crise “porque a sociedade é melhor que sua elite política”. Uma verdade incontestável.

Crise a parte, o PIB de São Paulo triplicou em 12 anos e a dívida caiu 40%. O Estado, governado há vinte anos pelo PSDB, tem a melhor infraestrutura, o sistema tributário mais eficiente e o maior mercado consumidor. Se há lugar seguro para investir é aqui.

Nosso governador deu uma lição de vida e um exemplo de força de reação ao dar essa demonstração de trabalho em prol dos paulistas pouco mais de um mês depois de uma tragédia familiar incomparável.  Foi aplaudido de pé. Os americanos conheceram melhor a competência e a seriedade que os paulistas já estão acostumados a admirar.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 16/05/2015

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