Críticas ao tratamento de dependentes químicos


Veja o que disse o vereador Andrea Matarazzo.

O SR. ANDREA MATARAZZO (PSDB) – (Sem revisão do orador) – Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo e a todos os presentes.

Gostaria de tratar de uma matéria que saiu esta semana na Folha de S. Paulo, que diz que a gestão do Prefeito Fernando Haddad, que a Prefeitura de São Paulo, encerrou contrato com três comunidades terapêuticas – clínicas que tratam de dependentes químicos – fechando ao menos 100 leitos, num momento em que precisamos justamente de leitos para dependentes químicos, que hoje são atendidos pelo CRATOD e que, portanto, precisa de retaguarda para internação. Em vez de isolamento por um período de três a seis meses, como nas comunidades terapêuticas, os usuários de drogas agora ficam em casas da Prefeitura, com possibilidade de sair para trabalhar, estudar e depois voltar para dormir.

Tenho certeza de que o Prefeito Haddad não tem essa informação, mas, efetivamente, o que temos de fazer é pressionar a Prefeitura para que volte a abrir esses 100 leitos que foram fechados para internação de dependentes químicos. Hoje existem centenas de “cracolândias” pela Cidade, pessoas precisando de apoio, pessoas precisando de tratamento, pessoas precisando principalmente de internação.

Não é razoável que a Prefeitura de São Paulo feche leitos, no momento em que precisamos abrir leitos para internação, para tratamento da dependência química, que hoje é o grande flagelo da nossa Cidade. Então, peço que a Prefeitura se atenha a isso e invista mais em apoio, inclusive ao Governo do Estado, para eliminar as “cracolândias” que existem hoje pela cidade de São Paulo. Basta ir à região da Luz para encontrar quase um milhar de pessoas vagando como zumbis, em função da dependência química, em função da dependência do crack.

Este é um assunto muito importante para nós. O crack e a droga vêm dizimando a nossa sociedade, a nossa juventude, e a Prefeitura precisa urgentemente prestar atenção nisso e reabrir leitos para tratamento de dependência química.

Também falarei um pouco sobre o projeto de correção de IPTU, na proposta orçamentária para o ano de 2014. O Governo mandou para esta Casa uma proposta que aumenta em cerca de 35%, ou põe uma trava, na correção, de 35% do IPTU para atividade comercial, e de 20% de trava para os imóveis residenciais. Considerando-se que isso é ao ano, haverá um aumento de quase 75% do IPTU de imóveis residenciais nos próximos três anos, e nos comerciais, de cerca de 120%, o que é um absurdo.

O comércio, que já paga tantos impostos, obviamente, com mais esse imposto, acabará transferindo para os preços, o consumidor acabará pagando e isso vai gerar mais inflação no País. Esperamos que o Governo reveja esses dados, e tenho certeza de que estão fazendo contas. A nossa proposta será de reduzir essa trava: na Zona 3, como o Governo desenhou, manter a própria proposta do Governo, de zero ponto; na Zona 2, que é a zona intermediária, um aumento de acordo com a correção da inflação, de 6% tanto para o comércio como para o residencial; e na Zona 3 que, digamos, é a área de maior infraestrutura da Cidade, a correção da inflação mais 2%, ou seja, 8% no total. E eu excluiria da Zona 3 a região de Santa Cecília, Sé e República, porque, qualquer um que passa por lá sabe que a região não tem mais a menor infraestrutura, está completamente abandonada e deteriorada.

Então peço ao Líder do Governo, Vereador Arselino Tatto, que peça para o Executivo refazer a conta, porque o Orçamento do Município, com um aumento de 6% linear no IPTU para o ano que vem, ainda assim terá um crescimento de 18%. Então acho que é um esforço muito grande para a sociedade, para um benefício tão pequeno para nossa Cidade.

Muito obrigado.