É fim de feira


O clima é de fim de feira. Tudo bagunçado, sujeira espalhada, lixo amontoado, entulho por todos os lados e ninguém preocupado com a limpeza e a organização.

Esse é o cenário da São Paulo administrada pelo prefeito Fernando Haddad, que há mais de três anos colocou em segundo plano o cuidado com nossa cidade.

Árvores caindo, calçadas destruídas, vias esburacadas, bocas de lobo entupidas, lixeiras lotadas, lixo amontado nas esquinas, praças abandonadas e afundadas em matagal, parques deteriorados. Vida esquecida. Esse é o sentimento de quem vive hoje sob a gestão petista.

Venho alertando para esse descaso nos últimos anos. Não é de hoje que o caos se instalou na zeladoria da cidade. Tenho insistido e cobrado atenção do prefeito. Mas ele prefere fingir-se de surdo e ver tudo piorar bem em frente às janelas do Edifício Matarazzo.

A minha constatação é também dos auxiliares do prefeito, infelizmente, que ele parece que também não ouve. Segundo dados da Ouvidoria Geral do Município, a prefeitura recebeu número recorde de reclamações por falta de limpeza de vias e jardinagem da cidade nos primeiros três meses deste ano.  O balanço do órgão da Prefeitura mostra que essas reclamações geraram quase 800 processos, ou 16,6% do total. É o maior número já registrado desde que a Ouvidoria começou a fazer esse levantamento, em 2005.

O descaso é maior nas áreas mais pobres da cidade. Por isso, quando fui secretário municipal e subprefeito, tinha como prioridade a zeladoria dos nossos bairros. Era minha obsessão. Para mim, deve ser a mesma determinação e cuidado que temos com a limpeza dentro de casa. Uma cidade bem cuidada reflete como a administração cuida de todos os outros serviços e das finanças públicas: com responsabilidade e respeito aos paulistanos.

A atividade de zeladoria é comandada pelas subprefeituras sob orientação da Prefeitura. Por isso, a falta de cuidado é responsabilidade do Haddad, que loteou as subprefeituras com indicados sem qualquer perfil nem capacidade para administrar. Hoje, as subprefeituras viraram modelo da lógica que faz prevalecer os interesses mesquinhos de um grupo político em detrimento da boa prática, do bem comum e do benefício ao cidadão.