É preciso ouvir a população


Quem me acompanha deve ter notado que minha prioridade é visitar diversos bairros da cidade para escutar dos moradores o que é prioridade em cada região.

Saber ouvir os paulistanos é essencial para quem quer administrar a cidade. Mas parece que a atual administração não entende assim. Uma prova disso é a questão do zoneamento. Foram realizadas diversas audiências públicas, nas quais as pessoas fizeram questão de dizer o que é importante preservar e o que pode ser alterado em cada bairro. O problema é que o prefeito sugeriu um novo zoneamento sem acatar o que foi dito pelos munícipes. Ou seja, de que adianta dar a oportunidade para as pessoas falarem o que pensam se você não vai flexibilizar seu projeto?

A má administração da cidade resultou em uma prefeitura cega e surda, que não dialoga e se fecha ao debate.  A falta de diálogo criou um problema gigantesco porque a prefeitura usa o urbanismo como causa ideológica, utilizou conceitos iguais para situações diferentes. Bagunçou toda a cidade.

Áreas residenciais não podem ser tratadas como locais mistos, criando problemas de conceituação. O plano precisa atender às especificidades de cada região, quem mora e trabalha nos locais sabe quais são as prioridades. Não é sentado em seu gabinete que o prefeito vai saber o que tem que fazer.

É preciso retomar o debate e ouvir os cidadãos. São Paulo precisa de uma Prefeitura inclusiva, aberta ao diálogo.