História viva


Um dos mais antigos bairros da cidade de São Paulo, a Mooca surgiu em 1556 e, desde a sua fundação, consegue unir, de forma harmônica, a riqueza histórica e a modernidade da metrópole.

O contraste já aparece na fachada dos antigos casarões e galpões de antigas fábricas ao lado de prédio e casas modernas. Nas ruas estreitas e pequenas vilas paralelas às grandes avenidas. Em meio à agitação da metrópole, um bairro onde ainda é possível ver a solidariedade e a amizade entre os vizinhos.

A Mooca faz parte de uma das regiões da cidade que registra o maior crescimento imobiliário, principalmente por contar com infraestrutura de lazer, serviços e cultura. Ao mesmo tempo, o bairro mantém preservados patrimônios e tradições, como a festa de San Gennaro e o Clube Atlético Juventus – segundo time do coração de muitos paulistanos.

Uma das marcas da Mooca é forte a presença da imigração italiana, perceptível não só pelo sotaque de seus moradores mais antigos, mas também pela gastronomia do bairro. Locais tradicionais como a pizzaria São Pedro e a doceria Di Cunto estão há décadas servindo pratos típicos da Itália, com a mesma qualidade dos primeiros anos de funcionamento.

Pessoalmente, essa região, que inclui Mooca, Brás e Tatuapé, me traz grandes recordações. Lembro bem das torres da fábrica Matarazzo, que já eram um símbolo do potencial de produção e trabalho de São Paulo. Também ainda guardo na memória as festas da igreja de Casaluce, que além dos sabores, marcaram pela alegria e energia de trabalho dos imigrantes e descendentes italianos.

Não por acaso, é nesse bairro tão marcado pela imigração europeia – além dos italianos, há colônias de lituanos e iugoslavos – que foi instalado o Museu da Imigração. As ruas da Mooca e do Brás já são uma viagem pela história do desenvolvimento de São Paulo.