Estações ferroviárias podem ser tombadas

(Matéria publicada hoje na Folha de S.Paulo por Vanessa Correa)

Símbolos da modernidade industrial e marcos fundadores de dezenas de cidades, as estações ferroviárias estão ganhando o reconhecimento e a proteção do patrimônio histórico estadual. Já são 66 protegidas em diversas ferrovias e cidades do Estado de São Paulo.

Entre elas, 24 já foram tombadas, como a da antiga São Paulo Railway em Jundiaí. Outras 44 estão provisoriamente a salvo de modificações enquanto seu valor arquitetônico, histórico e cultural é avaliado.

Na semana passada, o Condephaat, órgão estadual do patrimônio histórico, protegeu com abertura de estudo de tombamento 12 complexos ferroviários.

Entre eles está o de Taubaté, inaugurado em 1876, no auge do ciclo do café. Fazia parte do tronco principal da antiga estrada de ferro Central do Brasil, então única ligação entre Rio e São Paulo.

Link p/ reportagem com imagens: Estações ferroviárias podem ser tombadas 

1o Museu a Céu Aberto de SP

Reportagem do Bom Dia SP (terça-feira, 11/10/2011) mostrou uma importante ação que estamos realizando na Capital com vistas a ampliar o acesso à cultura de qualidade, uma das prioridades da Secretaria da Cultura.

“Grafiteiros estão transformando pilares de sustentação da Linha Azul do metrô, na Zona Norte da capital. O cinza do concreto virou tela para esses artistas que até agora eram proibidos de fazer esse trabalho pela cidade”.

Arte urbana na Zona Norte

Teve início hoje o trabalho de 50 grafiteiros que vai mudar o visual da Avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte da cidade. Até domingo, dia 9 de outubro, 33 colunas que sustentam o Metrô ao longo da avenida receberão pinturas desses artistas, muitos já conhecidos por sua arte urbana em diversos pontos da Capital.

A intervenção artística vai se transformar no 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo e nossa intenção, aqui na Secretaria da Cultura, é que essa pintura seja sempre renovada. Este museu é diferente daqueles a que estamos acostumados, que são fechados e contam com climatização para proteção das obras de arte: o museu aberto está exposto a vento, chuva e poeira e os grafites precisam ser restaurados sempre.

Hoje à tarde, na Avenida Cruzeiro do Sul, acompanhei o início dos trabalhos e tive a oportunidade de conversar novamente com o Chivitz e o Binho Ribeiro, que me procuraram no começo do ano para viabilizarmos este projeto. A zona norte só tem a ganhar em beleza e também conhecimento, pois estamos desenvolvendo ações educativas em escolas da região que irão saber mais sobre a arte urbana, um importante mobilizador do interesse dos jovens.

Sobre prévias

Essa nota, que foi publicada na coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo hoje, expressa o que venho dizendo há um tempo e defendo: as prévias no PSDB devem ser amplas, com todos os filiados registrados no TRE. Só assim teremos um processo democrático de fato.

Um novo centro cultural para a cidade de São Paulo

Eu e Philippe Starck

Nessa semana tive um agradável encontro com Alexandre Allard e o grande arquiteto Philippe Starck. Eles me apresentaram, em primeira mão, um projeto sensacional que deverá ser executado no imóvel onde abrigava o Hospital Matarazzo, adquirido da Previ pelo Grupo Allard em julho deste ano.  O local tem 27 mil m2 de área total e 36 mil m2 de área construída, em uma edificação centenária tombada pelo CONDEPHAAT.

É muito bonito o  esboço do centro cultural que será construído lá. O hospital, que foi referência no tratamento de queimados, será ocupado por um hotel do Grupo Allard, cinemas, restaurantes e espaços dedicados a exposições e à difusão cultural.

Alexandre e Philippe me mostraram os primeiros desenhos produzidos para o empreendimento, que respeita a arquitetura original e reforça o paisagismo com mais de 700 árvores. Além disso, o projeto prevê a restauração do prédio onde era a maternidade, a capela e a construção de um novo espaço.

Quando implantado, o projeto será um marco urbano para a cidade.

Cultura em 3 partes – entrevista concedida à coluna de Augusto Nunes na Veja

“O papel do Estado é garantir que as pessoas sem recursos tenham acesso à cultura”

Na primeira parte da entrevista, Andrea Matarazzo afirma que o papel do Estado é garantir o acesso à cultura dos que não têm recursos para frequentar teatros, salas de cinema ou auditórios. O secretário de Cultura afirma que São Paulo abriga atrações de qualidade internacional, conta o que tem feito o governo estadual para passar da teoria à prática e resume o conteúdo dos principais programas, vários deles abrangendo centenas de municípios. Matarazzo também sublinha a relevância da instalação de uma unidade da Pinacoteca instalada em Botucatu e programas como o “Viagem Literária”, que tem permitido conversas sem intermediários entre autores conhecidos e leitores de 70 cidades paulistas.

Assista aqui a parte 1

“Um violino bem tocado é irresistível para qualquer pessoa”

Na segunda parte da entrevista, Andrea Matarazzo conta o que tem feito o governo estadual para levar às cidades do interior de São Paulo espetáculos de música clássica, ópera, teatro e cinema. O secretário da Cultura se ampara no sucesso de programas como o “Pocket Ópera”, concebido para a apresentação de óperas em pequenos municípios, para afirmar que é “uma visão elitista” imaginar que o povo não aprecia música clássica. “Um violino bem tocado é irrestível para qualquer idade e para qualquer pessoa”, diz Matarazzo.

Assista aqui a parte 2

Existe pelo menos uma biblioteca pública em todos os 645 municípios de São Paulo

Andrea Matarazzo circula com desembaraço tanto em cidades como Roma, onde viveu quando foi embaixador na Itália, quanto na periferia da maior metrópole brasileira ou em pequenas cidades do interior paulista. Na terceira parte da entrevista, o secretário da Cultura fala de suas origens familiares e do início da vida pública. Matarazzo se mostra especialmente entusiasmado com a multiplicação de bibliotecas públicas: hoje, existe pelo menos uma em todos os 645 municípios do estado. As próximas etapas preveem a reforma, a modernização e a atualização do acervo das bibliotecas mais antigas.

Assista aqui a parte 3

Explicando a gestão

(Matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo em 10/09/2011)

Foto: Leonardo Soares/AE
 “O Estado pode e deve interferir nas decisões de uma OS” 
A entrevista veiculada na quinta-feira no Estado confunde rigor na aplicação de recursos públicos com ingerência política, como foi mencionado no título. As “apurações” contêm inverdades que precisam ser corrigidas de imediato a fim de informar o seu leitor sobre fatos que foram retratados de forma equivocada e que privilegiaram fontes não identificadas em detrimento da verdade:

Museu Afro

Ao citar os nomes dos novos conselheiros do museu, o jornal desconsiderou o currículo deles, dando a entender que houve motivação política, além de suprimir um dado relevante: todos os mencionados participaram, desde o início, do projeto da criação do museu.

Festival de Campos/Osesp

É uma leviandade afirmar que a gestão do Festival de Inverno de Campos do Jordão seria prejudicial às atividades da Osesp. Caso assuma esse novo projeto, a orquestra contratará uma equipe de gestão qualificada e específica para o Festival. Isso não tem qualquer ligação com ensaios e apresentações dos músicos que continuariam a se dedicar exclusivamente à orquestra.

Ainda sobre a Osesp, o Estado não mencionou que os ensaios didáticos são apenas uma parte do programa de formação da orquestra e que a meta desse programa leva em conta outras atividades, como por exemplo, a formação de professores. Foi omitido o fato de que todas essas outras atividades superaram as metas estipuladas no contrato de gestão. As informações do Festival de Campos também estão distorcidas. O investimento feito pela Secretaria no evento se manteve o mesmo nos últimos três anos, num total de R$ 1 milhão anual. Comparar a dimensão do Festival com o ano passado é incorreto porque se tratou de um ano atípico, se levarmos em conta o histórico do Festival. Vale lembrar que, pela primeira vez, houve concertos itinerantes da orquestra, o que acarretou na expansão do número de cidades e público.

Teatro Sérgio Cardoso é ampliado e reabre após um ano em obras

Investimento foi de R$ 7,6 milhões, segundo Secretaria da Cultura de SP.

Prédio fechou ao público no início deste ano e volta a abrir nesta semana

Fachada do Teatro Sérgio Cardoso, que passou por reforma (Foto: Daigo Oliva/G1)
Fachada do Teatro Sérgio Cardoso, que passou por reforma (Foto: Daigo Oliva/G1)

O Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, região central de São Paulo, reabre as portas nesta semana depois da reforma que durou um ano e custou R$ 7,6 milhões, de acordo com a Secretaria de Estado da Cultura. Além de obras de infraestrutura, a área do prédio foi ampliada em cerca de 900 m², totalizando 8 mil m². A entrega do teatro acontece nesta quinta-feira (8), com a presença do governador Geraldo Alckmin. A peça “Ensina-me a Viver”, com a atriz Glória Menezes, marca o retorno dos espetáculos, a partir desta sexta (9).