Leia o que disse Matarazzo sobre a Virada Cultural


Abaixo a íntegra do discurso do vereador.

O SR. ANDREA MATARAZZO (PSDB) – (Pela ordem) – Sr. Presidente, gostaria de comentar a respeito dos acontecimentos da Virada Cultural este ano.

A Virada Cultural é um dos eventos mais importantes da nossa cidade, mas, infelizmente, gerou noticiário negativo pela quantidade de problemas de assaltos e contratempos que aconteceram este ano.

Já falo, há alguns anos, que a Virada Cultural não poderia se concentrar tanto na região central da Cidade, porque causaria problemas.

O que vimos, este ano, foi um aumento do valor despendido pela Virada Cultural e, ao mesmo tempo, uma redução dos locais. O Governo do PT fechou a Virada Cultural na periferia de São Paulo, eliminou mais de 200 eventos que lá ocorriam e chegou à perfeição ao eliminar também os eventos que ocorriam nos CEUs, importantes principalmente para a população que não tem acesso à região central.

A Virada Cultural tem de estar em todas as regiões, como, inclusive, acontecia durante a gestão anterior, ou seja, nas diversas Subprefeituras, para que todos possam aproveitar os eventos e não sejam obrigados a vir até a região central sem ter como voltar para casa; afinal os serviços de ônibus e metrô funcionam até 1h30 ou 2h. A Virada Cultura obrigatoriamente tem de estar na periferia de São Paulo. Aliás, o Prefeito Fernando Haddad falou muito em sua campanha que já bastava o pessoal da periferia ter de vir ao Centro para trabalhar; o lazer tinha também de estar na periferia.

Apesar disso, o que fez o Governo do PT? Tirou a Virada Cultural da periferia e dos CEUs e a concentrou na região central. Preocupa-nos que o Sr. Fernando Haddad esteja querendo responsabilizar a Segurança Pública pelos problemas havidos. O que faltou foi discussão sobre melhores lugares para sediar a Virada Cultural. Nem vou culpar o Sr. Prefeito nesse caso específico, mas, efetivamente, é muito importante que a Prefeitura comece a discutir melhor qual evento deve ser feito em qual local, para que haja eventos apropriados em locais apropriados, para que haja eventos na periferia e a população não seja obrigada a se deslocar para tão longe. E que haja eventos bons na periferia. O que não vamos admitir são declarações como a do Prefeito Fernando Haddad, tentando se eximir da responsabilidade sobre os problemas que ocorreram durante a Virada Cultural, jogando essa responsabilidade para a Polícia Militar ou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Por falar nisso, faço uma observação. Todo o mundo faz cobranças à Polícia Militar, inclusive o Prefeito Fernando Haddad, ao comentar os incidentes da Virada Cultural. Tramita nesta Casa um projeto que visa a homenagear a ROTA, uma das forças de segurança do Estado de São Paulo. Há mais de dois meses tenho visto os Srs. Vereadores discutirem e não resolverem esse assunto. Por que não homenagearmos uma das forças de segurança de nosso Estado? Afinal, na hora em que precisamos de segurança – como tem falado o Sr. Prefeito em relação à Virada Cultural – ou quando precisamos de segurança em nossas casas, quem combate a criminalidade? É a Polícia Militar, são instituições como a ROTA que garantem nossa segurança.

Por isso, acho importante discutirmos o assunto. Vamos sair de cima do muro, parar de bancar os politicamente corretos e fazer efetivamente o que tem de ser feito! Todo o mundo quer parecer bom moço, politicamente correto, mas não faz o que deve ser feito. Qual o problema de homenagearmos as forças de segurança que servem à nossa cidade? Não vamos culpar também a Polícia, como tem tentado fazer o Prefeito Fernando Haddad – e não estou misturando os assuntos -, responsabilizando-a por problemas que a Prefeitura deixou acontecer durante a Virada Cultural.

Muito obrigado, Sr. Presidente.