Mais verba para calçadas (mobilidade)


Segundo levantamento do Hospital das Clínicas, em 2012 uma a cada cinco vítimas da chamada “queda da própria altura” atendida no pronto-socorro havia caído em uma calçada. Isso decorre do mau estado de conservação dos passeios públicos. Diante dessa problemática propus reforçar a verba destinada para Reformas e Acessibilidade em passeio públicos, com o objetivo de reformar 875 km lineares de calçadas, dentro do programa de reforma de 3,5 mil km, no período do PPA 2014 a 2017.

São Paulo conta com 35 mil Km de calçadas, dos quais 10% (3,5 mil Km) contam com 80% dos deslocamentos a pé na capital. A cidade tem 1,5 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência, e 3,5 milhões de pessoas com alguma dificuldade de locomoção. Apesar dos bilhetes de integração modal nos transportes, ainda hoje temos 32% da população fazendo suas viagens unicamente a pé. Se somarmos isso ao envelhecimento populacional e ao tratamento dispensado ao pedestre, já temos motivos suficientes para justificar a urgência, importância e necessidade de investirmos na adequação e manutenção das calçadas.

Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA calculou que em 2003 o número de quedas nas calçadas era de 100.000 por ano. Em outubro de 2012, o consultor de trânsito Philip Gold atualizou a pesquisa e projetou o número de 170.000 quedas na região metropolitana. O custo social acumulado de todos esses tombos giraria em torno de 2,9 bilhões de reais, incluindo gastos hospitalares e outros mais difusos, como os dias de trabalho perdidos durante a recuperação.