Mosquito está ganhando a guerra


O vírus zika, a dengue e a febre chikungunya se espalharam de forma muito rápida e assustadora por todo o Brasil.

São doenças transmitidas por um mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. A dengue é uma velha conhecida dos brasileiros e a cada ano o número de casos aumenta muito. Em 2015, batemos recordes da doença. E agora, nas três primeiras semanas deste ano, houve um crescimento de quase 50% nas notificações. Estamos caminhando para uma tragédia anunciada, o Brasil novamente vai bater recorde da dengue e com ela os terríveis casos do vírus zika.

Não é exagero falar que estamos vivendo uma epidemia dessas doenças. A Organização Mundial de Saúde está em alerta máximo e países do mundo inteiro estão focando seus esforços para criar vacina contra o zika, apontado como responsável pela explosão dos casos de microcefalia. A disparada das três doenças é um problema climático, mas é, sobretudo, resultado da total incapacidade do governo federal de mobilizar seus recursos para combater o mosquito de maneira eficiente. O Ministério da Saúde não pode ficar como está, de braços cruzados, vendo o que está acontecendo. Enquanto o poder público se mostra ineficiente e inepto para agir contra o mosquito, nós não podemos permitir que essa guerra seja perdida. Temos de fortalecer as comunidades e agir para evitar tragédias maiores.

As recomendações são bem conhecidas, mas não custa lembrar: Não deixar água parada e acumulada em pneus, latas, vasos, laje, calha e vasilhas. É preciso limpar constantemente caixas de água e mantê-las sempre fechadas e bem vedadas. Garrafas, latas, e copos devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada. Evitar deixar água acumulada em bromélias.

Se todos nós fizermos um pouquinho, nossas famílias vão estar mais protegidas. Não é hora de esperar o governo agir, porque ele não sabe o que fazer. Vamos nós mesmos tomar as rédeas da situação.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 14/02/2016

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