O caos no ensino municipal


A situação das escolas municipais é gravíssima diante do gigantesco descaso do prefeito Fernando Haddad com milhares de alunos que não têm uniforme, material escolar básico e transporte público gratuito para comparecer às aulas.

Os números são assustadores: 378 mil alunos, mais da metade da rede municipal, ainda não receberam os materiais pedagógicos essenciais para as atividades em classe e cerca de 124 mil crianças, ou 20% do total, estão sem uniforme. Essa situação deve perdurar até quase o fim do mês, mas para alguns a situação será resolvida apenas em maio, segundo promessa da própria Prefeitura. Maio!

Ou seja, as crianças que dependem da rede municipal vão ficar mais 60 dias sem materiais básicos. O poder público está permitindo que os futuros paulistanos que vão cuidar da nossa cidade e do nosso país nos próximos anos tenham uma educação de péssima qualidade. Estamos formando nossos pequenos cidadãos com desleixo e sem compromisso. Uma vergonha!

Vergonha também é que ninguém escapada degradação completa que tomou conta da educação municipal. Crianças que necessitam de mobilidade especial estão faltando às aulas porque não há vaga no transporte escolar gratuito. O mesmo transporte que até pouco tempo conseguia levar cinco alunos com deficiência por turno, agora leva apenas dois porque a Prefeitura cortou o dinheiro que repassa às vans.

A Prefeitura comandada por Haddad não dá dinheiro para os alunos irem para as escolas e não fornece material para quem consegue chegar às salas de aula. É um duplo desestimulo às nossas crianças que já têm de enfrentar as dificuldades impostas por uma vida difícil em uma cidade árida como São Paulo. É lastimável. A única conclusão a que se pode chegar é que o nosso prefeito tem um profundo e gigantesco desprezo pela educação, justo ele que por quase sete anos foi ministro da Educação. Um prefeito que não se preocupa nem com a área que é sua especialidade, não vai se preocupar com todo o resto. É por isso que São Paulo está nessa situação deplorável, totalmente abandonada.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 06/03/2016

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