Os marcos históricos da Penha


Com o desenvolvimento rápido e constante da zona leste, bairros da região começaram a ser mais valorizados, como o Tatuapé e, recentemente, Itaquera.

 

Mas há bairros mais antigos – entre eles a Penha de França, ou apenas Penha – que mantêm sua importância para a cidade.

No século XVII, a Penha era passagem obrigatória de quem ia para o Rio de Janeiro, Minas Gerais ou para o Vale do Paraíba. Há registros de que Dom Pedro passou pela região em 24 de agosto de 1882, dias antes de ir ao Ipiranga para a proclamação da Independência.

Foi outro viajante, um francês de passagem pela região, o responsável pela fundação do bairro, em 1667. Diz a lenda que ele tinha uma imagem de Nossa Senhora de Penha de França e passou a noite na região. Ao sair no dia seguinte, sentiu falta da imagem e a encontrou no alto de uma colina. Guardou a santa novamente e seguiu viagem, mas ela voltou a sumir, e ele a achou novamente no alto da colina. Foi quando decidiu construir uma capela ali.

A imagem está até hoje no altar da bela Basílica de Nossa Senhora da Penha, na Rua Santo Afonso. Outra igreja histórica que vale conhecer é a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída no início do século XIX, que fica no Largo do Rosário.

O bairro foi acompanhando o crescimento da cidade e hoje tem boa infra-estrutura de comércio, transporte e lazer. A Rua Padre João, por volta dos anos 70, tornou-se a Rua das Noivas, até hoje procurada por quem busca roupas de casamento a preços mais acessíveis.

Um dos destaques é o Parque Tiquatira, área verde na extensão da Avenida Governador Carvalho Pinto, muito utilizada para caminhadas. Quando estava na Prefeitura de São Paulo, construímos no parque uma das mais completas pistas de skate da cidade.

Um dos bairros mais antigos de São Paulo, com mais de três séculos, a Penha cresceu sem perder seus patrimônios. Os moradores são os grandes defensores da história local, tanto que personalidades do bairro dão hoje seus nomes a ruas – como a Maria Carlota, moradora que investiu muito na Penha, e a Dona Micaela, conhecida vendedora de doces do bairro.