Outro olhar sobre o Capão Redondo


Capão Redondo foi, por muito tempo, relacionado apenas à violência e à criminalidade. Mas quem conhece o bairro e já teve contato com seus moradores sabe que há muitas histórias positivas para serem contadas.

É impressionante ver a força da mobilização social da população e a intensa produção cultural que acontece em um dos bairros mais populosos de São Paulo, que fica entre Campo Limpo e a Represa de Guarapiranga.

No começo do século XIX, o Capão Redondo era uma área valorizada. As colinas verdes, as chácaras e os córregos limpos eram procurados por pessoas de vários lugares da cidade para descansar, caçar e pescar. O nome Capão Redondo vem da área verde, com cerca de 50 km de circunferência, repleto de araucárias. A ocupação do Capão Redondo se iniciou com os loteamentos, que começaram a ser feitos nos anos 60, a chegada da energia elétrica e a intensa migração de nordestinos em busca de trabalho em São Paulo. As chácaras e espaços verdes deram lugar as casas de madeira.

Hoje, infelizmente sobraram poucos espaços verdes na paisagem do Capão. Um deles é o Parque Santo Dias, que tem o nome de um morador do bairro. Em uma área de quase 150 mil m², há ciclovia, trilhas, playground, quadras e mata preservada.

Há alguns anos, ações e investimentos do poder público começaram a mudar o bairro. Mas a verdadeira transformação vem sendo feita pelas pessoas. Moradores do Capão transformam a adversidade em arte, esporte e cultura.