Praça Victor Civita


As cenas se repetem por todos os cantos da cidade: mato alto, entulho acumulado, descuido com o patrimônio público. É esse o retrato das mais diversas praças espalhadas por São Paulo.

Aqui não há distinção, porque o desleixo da Prefeitura comandada por Fernando Haddad afeta bairros centrais e periféricos. Em São Miguel Paulista, as praças vivem uma situação calamitosa, com lixo acumulado e proliferação de larvas do Aedesaegypti. É uma vergonha. Em Guaianazes, esses locais que deveriam ser usados como centros de convívio e lazer estão infestados com matagal, calçadas esburacadas e sujeira. Em todos, encontra-se facilmente recipientes acumulando água prontos para se tornarem proliferadores do mosquito que causa a dengue, o zica e a chikumgunya.

A situação também é problemática em bairros como o Butantã, onde canteiros e praças veem o matagal crescendo a cada dia. É um quadro desolador. Também me entristece o descaso com o praça Victor Civita, um patrimônio público que transpira cultura e interatividade. A praça foi viabilizada em 2006, quando o prefeito era José Serra e eu era secretário municipal de Serviços. A praça vinha sendo patrocinada pela Editora Abril e outras empresas, ao custo anual de RS 2 milhões. A crise econômica que assola o nosso país afastou os patrocínios e a Prefeitura ainda não tem uma solução adequada para a situação.

A administração pública deveria ter uma postura proativa e viabilizar projetos no local de modo a atrair novos patrocinadores, além de executar as emendas de vereadores para o local, como a que eu fiz e não saiu do papel. Não basta apenas um novo modelo de gestão da praça, pois sem cuidado e atenção, ela vai se deteriorar. A prefeitura deveria pensar em usar o local para atividades como shows e exposições, o que manteria o pulso cultural da Victor Civita. O prefeito Haddad, que repete permanentemente que a população precisa se apropriar de espaços públicos, deveria se empenhar em manter os que já existem. Não podemos permitir que, por incapacidade da gestão da Prefeitura, os patrimônios dos paulistanos sejam dilacerados.

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