Prioridade para a questão social


Reuni, na última quinta-feira, alguns dos principais especialistas em assistência social de São Paulo.

O diagnóstico foi unânime: a atual gestão desmontou completamente a rede de proteção social da cidade.

Os moradores de rua, hoje estimados em mais de 16 mil, estão abandonados à própria sorte. Essas pessoas precisam ser cuidadas com carinho e atenção. É uma falácia o discurso de que elas preferem estar nas ruas. Costumo, nessas situações, olhar pelos olhos das mães que veem, desesperadas, seus filhos andando pelas ruas das várias cracolândias da cidade. Ningém pode aceitar essa completa omissão de socorro que vemos hoje.

A administração Haddad desmontou o “São Paulo Protege”, que acolhia essa população e acabou com o Creca, criado pelo secretário Floriano Pesaro, que cuidava com atenção de crianças e adolescentes carentes. As creches não atendem à demanda crescente, principalmente de jovens mães, que também precisam de auxílio. Mulheres vítimas de violência carecem de centros de referência e proteção.

Idosos sem recursos acabando se tornando moradores de rua, assim como homossexuais e transexuais rejeitados por suas famílias. Os imigrantes e refugiados não encontram acolhida em órgãos municipais, o que acaba incentivando o trabalho escravo.

Um governo que gasta R$ 35 milhões em óperas no Theatro Municipal deixa os CEUs sem nenhuma programação cultural. As prioridades estão completamente invertidas. Vivemos uma tragédia diária na maior cidade do Brasil. E a Prefeitura se omite e tenta maquiar a realidade.

É preciso enfrentar esse drama com coragem, capacidade e prioridade, que o PSDB já demonstrou ter. Nosso partido não busca o poder pelo poder, mas para melhorar a qualidade de vida da população. O PSDB, como representante da social democracia, defende os direitos sociais e das minorias, tem um olhar humanista para as populações em situação de risco.

O DNA tucano dá ao PSDB as condições de tratar como prioridade a questão social e fazer de São Paulo uma cidade mais acolhedora a todas.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 11/02/2016

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