Saúde debilitada


As coisas vão mal, aliás muito mal na saúde pública paulistana. E quem diz isso não é apenas o PSDB, único partido 100% oposição ao governo Fernando Haddad.

Dados do Tribunal de Contas do Município (TCM) divulgados recentemente mostram que ao longo de 2013 o prefeito falhou na gestão dessa área. Naquele ano, do total de recursos orçamentários disponíveis para essa esse área, 70% foram efetivamente empregados. Ou seja, por incapacidade de gestão, a Secretaria Municipal de Saúde deixou de aplicar 30% do recurso a ela destinado. Um verdadeiro descaso com a população que recorre à rede pública de hospitais, pronto-atendimento, UBSs e AMAs.

O Tribunal de Contas revela ainda que em 2013 houve aumento de 10,5% dos recursos financeiros destinados à Saúde, quando comparado com 2012. Contudo, sob o aspecto da eficiência dos gastos, somente o indicador relativo ao número de partos apresentou aumento de produtividade (11,4%) compatível ao aumento dos recursos aplicados na Saúde municipal em 2013 (10,5%). Todos os outros indicadores apresentaram ganhos de produtividade inferiores ao aumento de recursos financeiros.

Em 2014, esse quadro se agravou ainda mais. As filas para cirurgias aumentaram. Se em dezembro de 2012, mais de 3.200 crianças aguardavam por intervenções cirúrgicas, no final de março esse quase três vezes maior: 9.214 pessoas não atendidas. A espera da cirurgia ginecológica praticamente dobrou, saltando de fevereiro de 5.527 para 10527 mulheres não atendidas.

Na Zona Leste, a fila por procedimento de laqueadura aumentou de 67 dias para 273 dias. Na região Sudeste, a espera por laqueadura aumentou de 51 dias para 208 dias. Será que a Prefeitura resolveu, sem que soubéssemos, criar um programa de estímulo à natalidade?

No grande teatro montado por sua equipe à época da eleição,  Fernando Haddad prometia novos tempos com a implantação do sistema Hora Certa. Hoje vemos que poucas unidades foram entregues e, mesmo assim, algumas funcionam longe das condições ideais.

Enquanto Haddad insistir em governar a cidade inventada por seu marketing para servi-lhe de diversão, São Paulo continuará vivendo tempos difíceis, não só na área da Saúde, como também em outros setores como educação, mobilidade urbana e zeladoria.