Andrea Matarazzo quer menos burocracia

Hoje o site da Câmara Municipal de São Paulo publicou entrevista com Andrea Matarazzo sobre as prioridades de seu mandato.

Eleito vereador da cidade de São Paulo com mais de 117 mil votos, Andrea Matarazzo quer desburocratizar e tornar mais moderna a legislação paulistana, utilizando para isso a experiência que obteve no executivo, quando ocupou os cargos de subprefeito da Sé (2005 a 2007), secretário municipal de serviços (2005 a 2006) e secretário de coordenação das subprefeituras (2007 a 2009).

“Eu pude sentir o quanto a legislação da cidade atravanca o desenvolvimento da cidade e atormenta a vida dos cidadãos. Temos uma legislação muito antiquada para uma série de coisas, incompatível com a realidade contemporânea”, enfatizou o parlamentar. Ex-Secretário de Estado da Cultura (de maio de 2010 até abril de 2012), Matarazzo também tem como prioridade trabalhar pela área cultural no âmbito do município.

Outro objetivo do vereador é lutar pela regularização fundiária da cidade. De acordo com ele, a falta de regularização de lotes onde moram milhares de pessoas, principalmente no extremo das zonas Leste, Norte e parte da zona Sul, dificulta a implantação de serviços públicos de educação, saúde e assistência social, além de inibir o comércio e a pequena indústria. Sem terrenos ou imóveis regularizados, seria difícil para o poder público ou empresas se estabelecerem próximo aos locais de moradia. “Milhares de pessoas são obrigadas a fazer grandes deslocamentos para trabalhar”ressaltou. 

Na área pública desde 1995, Matarazzo, que também foi secretário de política industrial no governo Itamar Franco, Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República (1999 a 2001) e Embaixador do Brasil na Itália (2001 a 2002), relembra o que o levou à vida política: “Sempre achei que para se realizar você precisa fazer alguma coisa que esteja acima de seus próprios interesses”, destacou.

Dados do vereador:

Nome: Angelo Andrea Matarazzo
Nome parlamentar: Andrea Matarazzo
Partido: Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB
Legislatura: 1ª
Idade: 56
Natural de: São Paulo
Estado Civil: casado
Profissão: administrador
Escolaridade: superior completo
Votação: 117.617 votos
Coligação: Coligação PR / DEM / PSDB / PSD

Assista entrevista em vídeo:

Algumas propostas e ideias de Andrea Matarazzo para a Câmara

Muita gente tem comentado os posts pedindo mais informações sobre as ideias do Andrea Matarazzo para São Paulo. Reproduzimos abaixo trechos de uma entrevista que ele deu à Folha de S.Paulo, alguns meses atrás, em que ele sintetiza  algumas dessas ideias e propostas e deixa muito claro o que vai nortear seu mandato na Câmara. Vale a leitura e a comparação: é ou não é o melhor candidato para São Paulo?

1.       Qual o principal problema da cidade e que solução propõe?

São Paulo não é uma cidade de um problema só, nem de uma única solução. No período que estive na Secretaria de Subprefeituras de São Paulo pude vivenciar a cidade pela ótica da população e do administrador público, tanto nos bairros mais centrais como na periferia. As questões mais simples como podas de árvores, tapa-buracos e pavimentação, até as mais complexas como a questão das creches, assistência social, educação, saúde, segurança e trânsito tem grande impacto na vida das pessoas e são influenciadas diretamente por leis arcaicas que dificultam a ação do gestor.  O município é um grande prestador de serviços a população. O Legislativo deve abraçar essa tarefa e ser, ao mesmo tempo, parceiro e fiscalizador do executivo, sempre tendo em vista as demandas da população. Vi que dá, sim, para fazer tudo funcionar melhor, mas é preciso que a nossa legislação municipal reflita as necessidades do cidadão. A solução é a modernização e a simplificação de uma série de leis municipais que regulamentam desde uma simples poda de árvore, que hoje leva cerca de dois anos para ser autorizada, passando pela reforma de uma calçada, a remoção de uma caçamba, até o alvará de funcionamento de qualquer atividade comercial ou de serviço, que pode levar até três anos para ser emitido. São necessárias medidas que visem desburocratizar, agilizar e dar mais confiabilidade a tais processos. Os mesmos problemas são encontrados na assistência social, saúde, transporte…

2.       Cite um projeto de lei que pretende apresentar, se for eleito.

A cidade de São Paulo tem grandes problemas para serem resolvidos e que influenciam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Posso citar alguns projetos que já tenho em mente e temas que devo me dedicar com afinco:

  • Modernizar as leis que regulam as reformas e construções no Centro Velho e Centro Novo da cidade (distritos Sé e República, respectivamente), estimulando a revitalização da região ao mesmo tempo que preserva e valoriza o seu patrimônio histórico.
  • Regularização dos lotes onde moram centenas de milhares de pessoas, principalmente no extremo das zonas Leste, Norte e parte da zona Sul. A situação atual impede ou dificulta a implantação de serviços públicos de educação, saúde e assistência social além de inibir o comércio e a pequena indústria. Se não há terrenos ou imóveis regulares, não há como o poder público ou as empresas se estabelecerem no local, obrigando as pessoas a grandes descolamentos pela cidade para trabalhar diariamente.
  • Melhorar a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em São Paulo;
  • Aperfeiçoar os serviços existentes destinados aos dependentes químicos carentes. Vivi essa realidade de perto. Sei do flagelo social e familiar que é a questão das drogas. Precisamos implantar serviços especializados gratuitos para os dependentes que não podem pagar as caras clínicas particulares.
  • A população de São Paulo está envelhecendo. E os cuidados com a saúde e bem estar dos mais idosos muitas vezes não está ao alcance da população. Precisamos implantar programas específicos para o atendimento de pessoas da 3a idade de menor renda.
  • Os próximos vereadores terão a tarefa de discutir o Plano Diretor. É uma questão de máxima importância e alto impacto na nossa cidade. Serei um debatedor incansável e levarei uma visão moderna e de busca do desenvolvimento da cidade com qualidade de vida.
  • Desburocratizar procedimentos administrativos do poder executivo. Se o processo interno na Prefeitura se torna mais rápido, o serviço prestado à população também fica mais veloz e eficiente.

3.       Como aumentar a produtividade e a eficiência da Câmara?

A Câmara Municipal de São Paulo legisla pela maior cidade da América Latina. É ela também quem fiscaliza o executivo, aprova o orçamento anual da cidade e, tão importante quanto, ouve a população. Audiências públicas precisam ser retomadas e valorizadas, e a participação do “povo na casa do povo” deve ser constantemente estimulada. Também é preciso que a população entenda melhor as leis. Em alguns países, depois de aprovada uma lei, é produzida uma cartilha que a explica, simplificadamente, na linguagem do cidadão comum. Por que não fazer isso por aqui também? Isso reduziria a “insegurança jurídica” dos pequenos comerciantes, prestadores de serviço, daqueles que vão reformar sua casa, enfim, traria benefícios para toda a sociedade. Também é preciso estimular os profissionais, capacitar funcionários públicos, fazê-los trabalhar para a sociedade e com uma visão mais moderna e cidadã. Os processos legislativos têm de ser valorados, estimulados e não corrompidos. Precisamos estimular que esta Casa seja o berço das políticas públicas municipais. Retomando, então, sua função mais vital.

Crack: salvar vidas

A operação iniciada há dez dias pela PM na Nova Luz para combater o intenso tráfico e consumo de crack tem sido motivo de muita discussão. Acredito que a opinião dos paulistanos seja unânime: algo precisa ser feito para resolver de forma eficaz a situação dessa região que há tempos foi “batizada” de Cracolândia – um estigma complexo que não pode ser ignorado, não pode ser refém da falta de coragem e, tampouco, usado por oportunistas.

Crack: mais de um milhão de famílias devastadas

“Um milhão de brasileiros é dependente da mais perigosa das drogas. Ela não só acaba com a vida dessas pessoas: é devastadora para as famílias”. Creio que o leitor já imagina a que droga esta frase – tirada de uma reportagem da revista Veja (junho/2011) – se refere: o crack. Essa verdadeira tragédia tem avançado exponencialmente sobre um número cada vez maior de famílias brasileiras. Os reféns dela estão presentes em qualquer classe social, ricos ou pobres, mas sempre concentrados nos jovens.