Paixão por São Paulo

Assumo minha paixão pela cidade. É com entusiasmo que passei a integrar a Câmara Municipal como representante dos cidadãos paulistanos em meu primeiro cargo eletivo. Levo minha experiência de gestor municipal, estadual e federal para contribuir com o encaminhamento e discussão de ideias capazes de melhorar o complexo gerenciamento municipal.

Como outros considerados loucos, gosto da política e não me deixo contaminar pelo atual desencanto de alguns. Admito que, no momento, a imagem do Poder Legislativo está aquém das necessidades da São Paulo contemporânea. Mas acredito na possibilidade de uma relação construtiva entre Executivo e Legislativo.

Precisamos evoluir. Devemos nos aproximar mais da sociedade, em sintonia com os objetivos da capital e legislar nessa direção, privilegiando os princípios da boa governança e os interesses da maioria.

Temos um imenso desafio: revisar o Plano Diretor. É também nosso dever reavaliar as posturas municipais defasadas, em desacordo com as necessidades do desenvolvimento urbano. E além de debater leis de interesse da população e as propostas encaminhadas pela prefeitura, a nós cabe aprovar o orçamento e fiscalizar as metas estabelecidas pelo programa de governo apresentado pelo prefeito quando candidato. Devemos estar sempre atentos à administração municipal, acompanhando como são empregados os recursos públicos. Nesse sentido, farei fiscalização milimétrica e oposição em tudo aquilo que não for do interesse da nossa cidade, como esperam meus eleitores.

A transição acontece de forma republicana, com a prestação de contas organizada, dinheiro em caixa e obras para inaugurar. Bem diferente da passagem do governo petista que vivi em 2004, quando encontramos a cidade devastada e filas de credores. Mas viramos a página, mantendo as boas iniciativas e aperfeiçoando outras.

É o que se espera para os próximos quatro anos. Ao trabalho!

Andrea Matarazzo
site: www.andreamatarazzo.com.br
twitter: @andreamatarazzo
Andrea Matarazzo é vereador de São Paulo pelo PSDB. Foi secretário municipal das Subprefeituras.

Cidade informal

São Paulo é uma cidade feita de pessoas, que recebeu e segue recebendo muitos novos paulistanos,  principalmente vindos  do Nordeste,  que aqui fazem sua vida e, com seu trabalho, ajudam a desenvolver nossa metrópole. Ao longo dos anos a cidade foi se “esparramando” para os lados para dar espaço aos novos habitantes que aqui chegavam. Nos anos 80 e 90, a cidade passou a ganhar mais de sete milhões de metros quadrados de área construída por ano. Como reflexo, São Paulo acabou crescendo desordenadamente nos bairros afastados do Centro.

Refiro-me a bairros inteiros que não foram planejados nem  regularizados. Áreas que antes eram desocupadas e foram se adensando sem receber atenção do poder público.  Em alguns pontos da Cidade Tiradentes, por exemplo, o uso do solo até hoje é liberado para exploração agrícola e mineral, definidas numa época em que predominava a atividade rural. Na Capela do Socorro, no entorno da represa Guarapiranga, centenas de milhares de moradores que ali construíram suas casas estão em situação irregular. O mesmo acontece em Vila Brasilândia e Jardim Peri do Alto, na Zona Norte; Grajaú e Parelheiros, na Zona Sul; e em parte do Itaim Paulista, na Zona Leste.

Tudo isso é reflexo do atraso da legislação fundiária em vários pontos de São Paulo. A impossibilidade da instalação de atividade econômica, serviços públicos e até de moradia é uma grande barreira ao desenvolvimento destes bairros. Resulta na falta de empregos locais, obrigando mais de quatro milhões de pessoas a fazer imensos percursos diários pela cidade para chegar ao trabalho.

O fato é que só conseguiremos desenvolver estas regiões quanto elas estiverem regularizadas, questão que, a meu ver, deve ser tratada com “urgência”. Por isso, é importante lembrar que, em 2013 a Câmara dos Vereadores  retomará a revisão do plano diretor de São Paulo. Entre os temas que serão discutidos, devemos debater com prioridade e seriedade a regularização fundiária de determinadas regiões paulistanas. Com uma cidade planejada, mais organizada e que cuida bem de seu desenvolvimento, os moradores terão um dia a dia mais digno, à altura do que merecem. Seja no Centro expandido ou na periferia.

Andrea Matarazzo é vereador de São Paulo eleito pelo PSDB e  foi secretário municipal das Subprefeituras.

Artigo publicado dia 22 de novembro de 2012 no jornal Diário de São Paulo

Artigo publicado dia 22 de novembro de 2012 no jornal Diário de São Paulo

Algumas propostas e ideias de Andrea Matarazzo para a Câmara

Muita gente tem comentado os posts pedindo mais informações sobre as ideias do Andrea Matarazzo para São Paulo. Reproduzimos abaixo trechos de uma entrevista que ele deu à Folha de S.Paulo, alguns meses atrás, em que ele sintetiza  algumas dessas ideias e propostas e deixa muito claro o que vai nortear seu mandato na Câmara. Vale a leitura e a comparação: é ou não é o melhor candidato para São Paulo?

1.       Qual o principal problema da cidade e que solução propõe?

São Paulo não é uma cidade de um problema só, nem de uma única solução. No período que estive na Secretaria de Subprefeituras de São Paulo pude vivenciar a cidade pela ótica da população e do administrador público, tanto nos bairros mais centrais como na periferia. As questões mais simples como podas de árvores, tapa-buracos e pavimentação, até as mais complexas como a questão das creches, assistência social, educação, saúde, segurança e trânsito tem grande impacto na vida das pessoas e são influenciadas diretamente por leis arcaicas que dificultam a ação do gestor.  O município é um grande prestador de serviços a população. O Legislativo deve abraçar essa tarefa e ser, ao mesmo tempo, parceiro e fiscalizador do executivo, sempre tendo em vista as demandas da população. Vi que dá, sim, para fazer tudo funcionar melhor, mas é preciso que a nossa legislação municipal reflita as necessidades do cidadão. A solução é a modernização e a simplificação de uma série de leis municipais que regulamentam desde uma simples poda de árvore, que hoje leva cerca de dois anos para ser autorizada, passando pela reforma de uma calçada, a remoção de uma caçamba, até o alvará de funcionamento de qualquer atividade comercial ou de serviço, que pode levar até três anos para ser emitido. São necessárias medidas que visem desburocratizar, agilizar e dar mais confiabilidade a tais processos. Os mesmos problemas são encontrados na assistência social, saúde, transporte…

2.       Cite um projeto de lei que pretende apresentar, se for eleito.

A cidade de São Paulo tem grandes problemas para serem resolvidos e que influenciam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Posso citar alguns projetos que já tenho em mente e temas que devo me dedicar com afinco:

  • Modernizar as leis que regulam as reformas e construções no Centro Velho e Centro Novo da cidade (distritos Sé e República, respectivamente), estimulando a revitalização da região ao mesmo tempo que preserva e valoriza o seu patrimônio histórico.
  • Regularização dos lotes onde moram centenas de milhares de pessoas, principalmente no extremo das zonas Leste, Norte e parte da zona Sul. A situação atual impede ou dificulta a implantação de serviços públicos de educação, saúde e assistência social além de inibir o comércio e a pequena indústria. Se não há terrenos ou imóveis regulares, não há como o poder público ou as empresas se estabelecerem no local, obrigando as pessoas a grandes descolamentos pela cidade para trabalhar diariamente.
  • Melhorar a acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em São Paulo;
  • Aperfeiçoar os serviços existentes destinados aos dependentes químicos carentes. Vivi essa realidade de perto. Sei do flagelo social e familiar que é a questão das drogas. Precisamos implantar serviços especializados gratuitos para os dependentes que não podem pagar as caras clínicas particulares.
  • A população de São Paulo está envelhecendo. E os cuidados com a saúde e bem estar dos mais idosos muitas vezes não está ao alcance da população. Precisamos implantar programas específicos para o atendimento de pessoas da 3a idade de menor renda.
  • Os próximos vereadores terão a tarefa de discutir o Plano Diretor. É uma questão de máxima importância e alto impacto na nossa cidade. Serei um debatedor incansável e levarei uma visão moderna e de busca do desenvolvimento da cidade com qualidade de vida.
  • Desburocratizar procedimentos administrativos do poder executivo. Se o processo interno na Prefeitura se torna mais rápido, o serviço prestado à população também fica mais veloz e eficiente.

3.       Como aumentar a produtividade e a eficiência da Câmara?

A Câmara Municipal de São Paulo legisla pela maior cidade da América Latina. É ela também quem fiscaliza o executivo, aprova o orçamento anual da cidade e, tão importante quanto, ouve a população. Audiências públicas precisam ser retomadas e valorizadas, e a participação do “povo na casa do povo” deve ser constantemente estimulada. Também é preciso que a população entenda melhor as leis. Em alguns países, depois de aprovada uma lei, é produzida uma cartilha que a explica, simplificadamente, na linguagem do cidadão comum. Por que não fazer isso por aqui também? Isso reduziria a “insegurança jurídica” dos pequenos comerciantes, prestadores de serviço, daqueles que vão reformar sua casa, enfim, traria benefícios para toda a sociedade. Também é preciso estimular os profissionais, capacitar funcionários públicos, fazê-los trabalhar para a sociedade e com uma visão mais moderna e cidadã. Os processos legislativos têm de ser valorados, estimulados e não corrompidos. Precisamos estimular que esta Casa seja o berço das políticas públicas municipais. Retomando, então, sua função mais vital.

Maratona de campanha: encontro com Artasp, Sinduscon e Sinditêxtil

Andrea Matarazzo e diretoria da Artasp

Andrea Matarazzo no Sinduscon

Andrea Matarazzo no Sinditêxtil

Num único dia, Andrea Matarazzo reuniu-se com a diretoria de três setores importantíssimos para a cidade: a Associação de Rádio-Táxis de São Paulo (Artasp), o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon-SP) — debatendo o novo Plano Diretor de São Paulo, em companhia do secretário de Energia de SP, José Aníbal (à direita, na foto) — e o Sindicato da Indústria Têxtil (Sinditêxtil), no qual falou para mais de cinquenta empresários do segmento. Veja os registros.

Uma verdadeira maratona, sem dúvida. Mas é assim que deve ser: estando presente, divulgando sua mensagem e ouvindo as reivindicações de todos para ser o melhor vereador por São Paulo: Andrea Matarazzo 45450.