Uma Luz na cultura paulistana


Foi retomada no final de setembro a demolição da antiga Rodoviária de São Paulo, em frente à Praça Júlio Prestes, na Luz, Centro da capital. Os tratores haviam parado de derrubar o prédio em agosto, quando uma das empresas que perderam o contrato de R$ 3,5 milhões para a demolição contestou a licitação na Justiça.

A derrubada acontece no quarteirão entre a Avenida Duque de Caxias, a Praça Júlio Prestes e as ruas Helvétia e Barão de Piracicaba. É nesse local que será construído o Complexo Cultural Luz, um conjunto de três teatros que pretende ser uma referência de apresentações de dança na cidade.

As obras para o início do novo espaço artístico deveriam, segundo o cronograma da Secretaria de Estado da Cultura, começar no primeiro semestre de 2011, quando a demolição estivesse concluída. A previsão era inaugurar a obra em 2014. Agora, segundo a secretaria, cronograma deverá ser revisto. O investimento ficará em cerca de R$ 600 milhões.

O Complexo Cultural Luz pretende ir além da sua própria dimensão para conquistar o status de maior polo cultural da América Latina. Ele será construído de maneira que se integre aos outros espaços culturais que já existem na região da Luz: Sala São Paulo, Tom Jobim Escola de Música, Pinacoteca do Estado, Museu da Língua Portuguesa, Museu de Arte Sacra e Estação Júlio Prestes.

Segundo a Secretaria de Cultura, o complexo deve atender a uma necessidade do cenário paulistano, oferecendo um espaço próprio para apresentações de dança nos seus três teatros. O conjunto abrigará também a sede da São Paulo Companhia de Dança, e contará com salas de ensaios, biblioteca, auditório e estacionamento com mil vagas.

Arquitetura/ Outra expectativa é que o prédio se transforme em um marco na arquitetura da cidade, e que ajude a resgatar a área da região da Luz, hoje mais conhecida pela degradação urbana e pela invasão de usuários de drogas.

Andrea Matarazzo, secretário estadual de Cultura, quando assumiu o posto, em maio deste ano, anunciou que uma das prioridades do governo era colocar o complexo de pé. Além de importante para a cultura, seria uma vitrine para a Luz.

O prédio terá ares futuristas e, quando pronto, a proposta é que seja um ponto de luz na região. Os arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron (os mesmos que desenharam o Estádio Olímpico de Pequim, conhecido como Ninho do Pássaro) assinam o projeto.

Jornal Diário de São Paulo