Vamos estimular jovens criativos e empreendedores


A cidade de São Paulo tem um forte espírito empreendedor. Tem mente focada no trabalho, obstinada em se reinventar e se inovar a cada instante.

Agora, o poder público deve levar esse ambiente ao seu ápice, estimulando empreendedores de todas as sortes a aguçarem sua criatividade para transformar a sociedade e vencer na vida pelo próprio trabalho.

Por isso, apresentei projeto de lei que prevê a instalação do primeiro Distrito Criativo de São Paulo, no centro da cidade. A região da Sé, da qual já fui subprefeito, caiu no gosto das pessoas ligadas à economia criativa. Jovens que montarem suas startups no centro da cidade devem ter benefícios e incentivos. O centro da precisa ser ocupado por mentes brilhantes para se reinventar como importante centro cultural.

E isso vai ser possível ao impulsionarmos a vontade transformadora dos jovens que dão a mesma importância ao processo criativo quanto ao produto final. Eles sabem que para liderar projetos e serem donos dos próprios negócios precisam se diferenciar com base em ideias inovadoras. O jovem gosta de se desafiar e é disso que precisamos neste momento para termos uma economia mais forte, com maior grau de qualificação, que vai gerar e distribuir mais renda.

Na semana passada, fizemos um debate qualificadíssimo na Câmara Municipal para discutir como vamos transformar São Paulo em cidade referência de Economia Criativa. O diretor do Fundo Nacional para Ciência, Tecnologia e Artes do Reino Unido, Geoff Mulgan, nos apresentou ações que colaboraram para transformar Londres uma cidade referência na área e sentenciou que São Paulo tem uma imensa vantagem em relação às outras cidades porque aqui somos criativos.

Para tirarmos do papel a qualidade e as novas ideias dos jovens, precisamos colocar o poder público ao seu dispor. Com essa colaboração vamos mergulhar de cabeça na economia do futuro.

Artigo publicado no jornal Diário de S. Paulo em 30/08/2015

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