Vereadores discutem projetos sobre calçadas


Contrário ao projeto de lei apresentado por Haddad sobre as calçadas, o presidente da Comissão de Política Urbana, vereador Andrea Matarazzo, encaminhou à Câmara Municipal outro projeto (79/2013) para que a prefeitura arque integralmente com os gastos de manutenção dos passeios públicos.

Para Andrea Matarazzo, “Esse projeto em tramitação na Casa sana apenas o problema das multas. As calçadas são de responsabilidade do poder público e devem ser padronizadas e acessíveis a todos”.

As calçadas reformadas também devem levar em consideração a acessibilidade. Para a arquiteta Silvana Cambiaghi é difícil pensar neste conceito quando cada cidadão fica responsável por um espaço. “Pessoas com deficiência não conseguem andar pela cidade porque as calçadas não têm largura mínima nem faixas guias, além de grandes desníveis. É necessária uma norma ou a distribuição de cartilha para que todos sigam uma regra”, afirmou.

Apesar da opinião dos vereadores que apoiam a iniciativa do executivo, especialistas e a população foram unânimes em atribuir ao poder público a responsabilidade de resolver o imbróglio das calçadas.

A apresentação do especialista Tomaz Puga, do Hospital das Clínicas, esclareceu que o estado das calçadas em São Paulo tem vitimado milhares de pessoas por ano. Ao contrário do que se pensa, as calçadas não representam risco apenas para as pessoas com mobilidade reduzida, como é o caso dos idosos ou portadores de deficiência. Diariamente diversas pessoas sofrem quedas da própria altura, que são os tombos devido a desníveis e buracos no passeio público. Esses acidentes afastam as pessoas do trabalho e frequentemente geram danos irreversíveis à saúde ou até mesmo o óbito.

Para a deputada federal Mara Gabrilli, o problema das calçadas só poderá ser resolvido quando o poder público assumir a responsabilidade pela questão.